É galera, hoje é sábado de Aleluia de acordo com o calendário cristão, e isso significa que amanhã é páscoa. E eu não vou comer chocolate (pra variar...). Mas beleza, para quem vai comer (ou não), desejo uma feliz páscoa.
Ok, deixando as festividades "pascoais" de lado, hoje fui atacado por uma "inspiração-momentânea", e então compus esse poeminha, que, por hora, vou intitular de Metades (sendo este, inclusive, passível de futuras modificações).
Metades
Metade de mim, Sol, metade de mim, Lua,
Metade de mim, casa, metade de mim, rua,
Metade navega, maré, vento,
A outra metade deriva, silêncio, tormento.
Metade, metade...
Metade partida...
Uma metade morte, uma metade vida.
Metade sorri, canta a beleza
Metade chora, sofre a tristeza
Metade pensa em você,
Te quer, te ama, te busca
Metade sente medo,
Não diz nada, é confusa.
Metade é feliz,
Sou eu seu, sou amor
Do outro lado,
perdido no tempo,
A outra metade
Já nem sei quem sou.
Vinícius Veríssimo
Bem, é isso, já está noite, e lá fora tá uma lua apaixonante (eu particularmente sou apaixonado por ela =P), mais uma vez, uma feliz páscoa pra todo mundo, muito chocolate, e muita paz.
Fiquem bem.
Abraço.
sábado, 22 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Parabéns, mulheres!
É, hoje é dia 08 de março de 2008. Sábado chuvoso. E é Dia Internacional da Mulher! Aproveitando a ocasião, compus um pequeno poeminha - uma homenagem beeem simples mesmo - para não deixar passar batido essa data tão importante!
Mulher...
Criatura que outrora
Servira apenas para reprodução,
Era mandada, não mandava,
Triste era sua destinação
Mal falava, muito ouvia,
E, em silêncio, chorava.
Sentia, doía, morria.
Um dia acordou, desabrochou
Como o botão da rosa na aurora,
Que numa triste outrora murchou,
Mas dessa vez ela cresceu,
Conquistou seu espaço,
Como a "última flor do Lácio"
Aos poucos se desenvolveu.
Saiu de casa, ganhou o mundo,
Transformou em realidade
Seu sonho mais profundo,
Hoje dirige seu carro,
Leciona, medica, estuda.
A bela flor que nessas palavras narro,
Hoje, já não é uma simples muda.
Autor: Vinícius Veríssimo
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Abraços, fiquem bem!
Mulher...
Criatura que outrora
Servira apenas para reprodução,
Era mandada, não mandava,
Triste era sua destinação
Mal falava, muito ouvia,
E, em silêncio, chorava.
Sentia, doía, morria.
Um dia acordou, desabrochou
Como o botão da rosa na aurora,
Que numa triste outrora murchou,
Mas dessa vez ela cresceu,
Conquistou seu espaço,
Como a "última flor do Lácio"
Aos poucos se desenvolveu.
Saiu de casa, ganhou o mundo,
Transformou em realidade
Seu sonho mais profundo,
Hoje dirige seu carro,
Leciona, medica, estuda.
A bela flor que nessas palavras narro,
Hoje, já não é uma simples muda.
Autor: Vinícius Veríssimo
Feliz Dia Internacional da Mulher!
Abraços, fiquem bem!
quinta-feira, 6 de março de 2008
Tédioooo!
Olá pessoas!Bem, hoje não tenho grandes coisas pra postar aqui, pois tive um dia... Entediante!O bom foi de hoje é que fui visitado por amigos que fizeram a tarde valer a pena.Estudei muito, e agora à noite vim pra net (PRA NADA!)Não fui pro curso de francês e, gostaria inclusive de dizer que estou muito pouco satisfeito com ele. Em quase 1 ano de curso não aprendi N-A-D-A além de "Bonjour!" e "Au revoir!"Hoje não vou escrever nenhum texto, pois não estou com cabeça para tal (é, ando meio "avoado" no momento). Mas, para não passar em branco (afinal, isso aqui é um blog, não um diário secreto), como eu ainda estou em ritmo de Iron Maiden, vai aí uma charge do Maurício Ricardo bem divertida, e zuando (!!!) o vocalista e piloto da minha banda favorita! Vale a pena conferir:
É isso aí, amanhã volto, e espero ter em mente algo bom pra escrever pra vocês!Abraços, fiquem bem
É isso aí, amanhã volto, e espero ter em mente algo bom pra escrever pra vocês!Abraços, fiquem bem
quarta-feira, 5 de março de 2008
Iron Maiden 2008, EU FUI!
Hoje eu estou feliz! Aliás, acho que a melhor forma de se estrear um blog é estando feliz! E é com MUUUITA satisfação que coloco aqui como "postagem-inaugural" a crônica que fiz baseada nessa ocasião única e especial da minha vida, vivida ainda ontem! Aí vai:
"Hoje é quarta feira. Mais precisamente dia 05 de março de 2008. Um dia muito especial pra mim. Trago o corpo doído como se tivesse chegando de uma guerra nesse instante, e com ele, maravilhosas recordações. De certa forma, posso até dizer que venho mesmo da guerra: a guerra que é para se conseguir ver a melhor banda de todos os tempos.
Na verdade, hoje, que já estou em casa, já posso redigir esse texto sem deixar a emoção saltar de meu corpo - embora vez por outra ela venha mais forte e ma faça querer pular ou gritar sozinho -, então vou tentar escrever algo coerente.
O início da guerra foi ontem, ainda aqui em Brasília. Acordei cedo, fiz todo o procedimento que se faz normalmente pela manhã, e logo em seguida, meu pai – ressalto aqui, o melhor pai do mundo – dedicadamente foi me levar ao aeroporto. Cheguei e fui correndo fazer o “check-in” (ATRASADO!). Corri para o embarque e me acomodei na poltrona 13-A de um belo A320 da TAM, que já fora mais confortável outrora. Às 10:22 pontualmente decolamos, em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Eu rezava para não chover, pois senão teríamos de desviar para Guarulhos, e se isso acontecesse, podia sentar e chorar: "Donzela, até a próxima turnê!" Deus parece ter me ouvido! Pousamos em Congonhas sem sombra de chuva e, eu tinha de me apressar, pois em 50 minutos teria de embarcar noutro Airbus, rumo a Curitiba. Cabe-me lembrar que o atendimento em Congonhas foi muito melhor do que o esperado, pois eu imaginava ficar no mínimo uma semana aguardando pra poder embarcar e voar novamente. Ao contrário disso, para provar tal eficiência, saímos sem atraso e pousamos no Afonso Pena (Curitiba) ainda antes das 14:00. Chegando lá, enquanto taxiávamos pela pista, escutei uma voz de criança sussurrar atrás de mim: “Mamãe, olha o avião de caveira!” Estiquei logo a cabeça para o outro lado e pude ver de relance um pedacinho do belo e imponente Ed Force One faiscando sob o sol de Curitiba, no pátio do Afonso Pena! Que pareça idiota, mas ao ter aquela visão, a única coisa que me veio à cabeça foi: “Meu Deus! Ele existe mesmo!” Existe sim, e é lindo!
Correr contra o tempo, já são quase três da tarde e eu tenho que achar um hotel – barato -, pois não vou me arriscar a entrar no tumulto com mochila (que é emprestada, diga-se de passagem).
Ok, hotel arranjado, um cachorro-quente com refri na rua e, agora, correr pra Pedreira!
Já são quase 5 da tarde, e lá chego eu, com pressa, pra encarar... FILA! Pegar ingresso, depois entrar... Vixe, lá se vão mais umas tantas horas... Enfim, consigo! Alguém já está tocando lá dentro, mas ainda não são os deuses. É a filha de Deus! Lauren Harris está fazendo seu show (showzinho bem mais ou menos, mas vale muito a pena ver sua beleza indefectível, que antes só tive chance de apreciar na minha coleção de fotos). Finalmente, estou dentro da famosa Pedreira Paulo Leminski, num momento aguardado há tanto tempo. E lá mesmo fico, assisto ao final da apresentação de Lauren que se despede sem muita atenção do público, ela sabe que não é a atração principal (mas que é atraente, isso é!).
As horas (quase não) passam, e eu ansioso como todos aqueles milhares de pessoas ao meu redor... Freneticamente, o coro “Maiden! Maiden!” toma conta do ambiente... Depois de algum tempo, (que eu diria uns quatro ou cinco dias, de tão ansioso que estava) começa a ser exalada lentamente pelo sistema de som a velha e famosa fala do ex - primeiro ministro britânico Winston Churchill. Senti aquele frio por dentro, e o arrepio tomar conta do meu corpo. Pensei que fosse desmaiar na hora, ao que começa a introdução de “Aces High”, num quase total escuro. A platéia está toda calada, quietíssima, prestando total atenção a todo e qualquer movimento no palco. Aquele quase 1 quarto de segundo em pausa na introdução pareceu uma eternidade. Coração a mil bps! Explodem as luzes, e a música, junto. Os caras estão no palco: Nicko McBrain, escondido atrás de sua enorme bateria, Janick Gers, Adrian Smith e Dave Murray com suas guitarras, Steve Harris e seu inseparável baixo branco com espelho refletindo as luzes para todos os cantos do ambiente, - meu Deus, todos estão lá! Aliás, todos não. Falta um. Não falta mais! Lá vem Bruce Dickinson correndo pelo palco numa estranha dança que só ele sabe fazer. A galera vai ao delírio, e nesse instante meu corpo fica pequeno para meu espírito, que quer saltar para fora. Gritando e cantando junto com Bruce – e mais uns tantos mil vocalistas – assim vai a primeira música inteira. Lá vem “2 Minutes to Midnight”, e todos com total pique para cantá-la do início ao fim. Comigo não podia ser diferente! Os olhos grudados no palco, notando cada movimento feito, cada passo dado, cada frase falada, cada nota feita por aqueles que são quase deuses da música. Que perfeição! Minha vontade era comentar cada uma das canções, mas vou (tentar) resumir. Vem Revelations, e em seguida, The Trooper. Nesta, Bruce retorna ao palco com sua roupinha vermelha de soldado inglês, desfilando a imponente bandeira Britânica em terras brasileiras (bandeira inclusive maior que o próprio Bruce!).
Jato de luz sobre o lado esquerdo do palco, e sob o jato, Adrian Smith, iluminado como um anjo prestes a subir aos céus. E é sob essa luz que ele dedilha, dedo a dedo, lentamente a introdução de “Wasted Years”. A platéia ficou quieta, como alunos observando atentamente a explicação do professor. Alguns batiam palmas. Eu sabia que não ia agüentar. Todos cantam como um coral, e eu, com um nó na garganta, tento acompanhar. Não dá. A emoção vem mais forte e as lágrimas rolam. Eu ali, no meio de um bando de gente desconhecida, chorando feito uma criança. Pelo menos não estava só, pois muitos outros choravam também. E se abraçavam: sobre meus ombros, braços de quem eu jamais vira em minha vida. E nessa espécie de corrente, cantamos toda a canção. Vem “Can I play with Madness?” e aí eu duvido que alguém ali gritou mais do que eu. Mas também não podia gritar muito, pois ainda vinha em seguida “Rime of the ancient Mariner”. Nessa aí eu só prestei atenção mesmo, porque não sei cantar um verso sequer em seus mais de 13 MINUTOS DE DURAÇÃO!
“Powerslave” e “The Number of the Beast” vêm repor a ordem na casa, ou tirá-la, já que nelas a platéia voltou à loucura.
Em seguida, lá está Steve Harris com seu baixo lançando reflexos de luz para todos os lados e para o céu – como Deus segurando relâmpagos nas mãos e lançando-os pelos ares. Ele não está lá à toa: Está introduzindo “Heaven can Wait”, que em seguida será cantada junto com alguns fãs sortudos que sobem ao palco e fazem a maior festa.
A ‘intrometida’ “Fear of the Dark” faz todo mundo cantar junto, enquanto Bruce se aventura pelas armações do palco. Na seqüência “Run to the Hills”, cantada e aplaudida por todos. É claro que não podia faltar ELA! Aquela que, além de pertencer à melhor banda do mundo, carrega ainda, como um estandarte em fronte, seu nome: “Iron Maiden”! Curitiba quase veio abaixo! A energia da banda nessa música é uma coisa de outro mundo! Tocam como se tivessem num transe extra-espiritual, renovados, como se até agora não tivessem gasto uma gota sequer de suor! Eddie entra no palco, apontando sua pistola cibernética para o público, enquanto todos gritam, e pulam, e cantam, e saem de si! Janick é fantástico criando confusão com o gigantesco Eddie, brincadeira essa que faz a platéia rolar de rir! É uma coisa louca (e linda) de se ver! A música acaba barulhenta, com guitarras ao ar, o baixo de Harris parecia que ia explodir, enquanto Bruce diz “I want you, and you, and you...”! Nicko sai de sua bateria, e vem até a frente do palco, ao que a galera enlouquecida grita por seu nome. Alguns felizardos saem contemplados com baquetas, outros com peles de bateria, outros com pulseirinhas de pano, palhetas... Eu com nada! Mas isso não importa. O que importa mesmo é que após o intervalo eles estão de volta, trazendo “Moonchild” na bagagem. Ah, como eu queria ouvir essa música ao vivo... E ouvi! E VI! Em seguida “The Clairvoyant” invade a Pedreira. Mas, agora é hora da música (talvez a mais aguardada) que infelizmente será a última: “Hallowed be thy Name”. Dave faz sua introdução lenta, calma, acompanhado por Nicko, que apenas “trisca” no sei-lá-o-quê da bateria, que mais parece um sino. A banda está novamente ligada nos 220V, num êxtase profundo. Seus cinqüenta e tantos anos (só de carreira mais de trinta) não parecem pesar nada. Janick dança e pula feito criança, Bruce agita o público, fazendo-nos gritar o mais alto possível, Dave e Adrian esmerilham as “guitarras gêmeas”, e Harris debulha seu famoso baixo branco, acompanhando o ritmo frenético de Nicko, que parece não querer mais parar de tocar. A música retoma o ritmo lento. Os últimos acordes abandonam as caixas de som, enquanto Harris mira o baixo pro público e em seguida para o céu. Janick brinca com a guitarra, e Nicko finalmente acaba tudo.. Missão cumprida! A banda finalmente agradece ao público, desejando à todos uma boa noite e deixando gostinho de quero mais. Nicko vem até o microfone e manda um forçado e meio (meio não, MUITO) torto: “Obrigado Curitiba!”. Os gritos de “Maiden, Maiden!” ecoam por toda parte, enquanto a platéia, exausta, deixa o local. Está na minha hora de ir, afinal, na manhã seguinte (hoje, no caso) ainda preciso ter disposição pra enfrentar mais dois vôos de volta pra casa. Cansado. Doído. Sem voz. Mas com o direito, o orgulho e o prazer de hoje poder dizer: Eu estava lá, no show da MELHOR BANDA DO MUNDO!
Iron Maiden 2008, EU FUI!"
Vinícius Veríssimo, 05 de março de 2008.
É isso. Tô muito eufórico hoje.
Amanhã posto mais alguma coisa pra vocês.
Abraços, fiquem bem.
"Hoje é quarta feira. Mais precisamente dia 05 de março de 2008. Um dia muito especial pra mim. Trago o corpo doído como se tivesse chegando de uma guerra nesse instante, e com ele, maravilhosas recordações. De certa forma, posso até dizer que venho mesmo da guerra: a guerra que é para se conseguir ver a melhor banda de todos os tempos.
Na verdade, hoje, que já estou em casa, já posso redigir esse texto sem deixar a emoção saltar de meu corpo - embora vez por outra ela venha mais forte e ma faça querer pular ou gritar sozinho -, então vou tentar escrever algo coerente.
O início da guerra foi ontem, ainda aqui em Brasília. Acordei cedo, fiz todo o procedimento que se faz normalmente pela manhã, e logo em seguida, meu pai – ressalto aqui, o melhor pai do mundo – dedicadamente foi me levar ao aeroporto. Cheguei e fui correndo fazer o “check-in” (ATRASADO!). Corri para o embarque e me acomodei na poltrona 13-A de um belo A320 da TAM, que já fora mais confortável outrora. Às 10:22 pontualmente decolamos, em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Eu rezava para não chover, pois senão teríamos de desviar para Guarulhos, e se isso acontecesse, podia sentar e chorar: "Donzela, até a próxima turnê!" Deus parece ter me ouvido! Pousamos em Congonhas sem sombra de chuva e, eu tinha de me apressar, pois em 50 minutos teria de embarcar noutro Airbus, rumo a Curitiba. Cabe-me lembrar que o atendimento em Congonhas foi muito melhor do que o esperado, pois eu imaginava ficar no mínimo uma semana aguardando pra poder embarcar e voar novamente. Ao contrário disso, para provar tal eficiência, saímos sem atraso e pousamos no Afonso Pena (Curitiba) ainda antes das 14:00. Chegando lá, enquanto taxiávamos pela pista, escutei uma voz de criança sussurrar atrás de mim: “Mamãe, olha o avião de caveira!” Estiquei logo a cabeça para o outro lado e pude ver de relance um pedacinho do belo e imponente Ed Force One faiscando sob o sol de Curitiba, no pátio do Afonso Pena! Que pareça idiota, mas ao ter aquela visão, a única coisa que me veio à cabeça foi: “Meu Deus! Ele existe mesmo!” Existe sim, e é lindo!
Correr contra o tempo, já são quase três da tarde e eu tenho que achar um hotel – barato -, pois não vou me arriscar a entrar no tumulto com mochila (que é emprestada, diga-se de passagem).
Ok, hotel arranjado, um cachorro-quente com refri na rua e, agora, correr pra Pedreira!
Já são quase 5 da tarde, e lá chego eu, com pressa, pra encarar... FILA! Pegar ingresso, depois entrar... Vixe, lá se vão mais umas tantas horas... Enfim, consigo! Alguém já está tocando lá dentro, mas ainda não são os deuses. É a filha de Deus! Lauren Harris está fazendo seu show (showzinho bem mais ou menos, mas vale muito a pena ver sua beleza indefectível, que antes só tive chance de apreciar na minha coleção de fotos). Finalmente, estou dentro da famosa Pedreira Paulo Leminski, num momento aguardado há tanto tempo. E lá mesmo fico, assisto ao final da apresentação de Lauren que se despede sem muita atenção do público, ela sabe que não é a atração principal (mas que é atraente, isso é!).
As horas (quase não) passam, e eu ansioso como todos aqueles milhares de pessoas ao meu redor... Freneticamente, o coro “Maiden! Maiden!” toma conta do ambiente... Depois de algum tempo, (que eu diria uns quatro ou cinco dias, de tão ansioso que estava) começa a ser exalada lentamente pelo sistema de som a velha e famosa fala do ex - primeiro ministro britânico Winston Churchill. Senti aquele frio por dentro, e o arrepio tomar conta do meu corpo. Pensei que fosse desmaiar na hora, ao que começa a introdução de “Aces High”, num quase total escuro. A platéia está toda calada, quietíssima, prestando total atenção a todo e qualquer movimento no palco. Aquele quase 1 quarto de segundo em pausa na introdução pareceu uma eternidade. Coração a mil bps! Explodem as luzes, e a música, junto. Os caras estão no palco: Nicko McBrain, escondido atrás de sua enorme bateria, Janick Gers, Adrian Smith e Dave Murray com suas guitarras, Steve Harris e seu inseparável baixo branco com espelho refletindo as luzes para todos os cantos do ambiente, - meu Deus, todos estão lá! Aliás, todos não. Falta um. Não falta mais! Lá vem Bruce Dickinson correndo pelo palco numa estranha dança que só ele sabe fazer. A galera vai ao delírio, e nesse instante meu corpo fica pequeno para meu espírito, que quer saltar para fora. Gritando e cantando junto com Bruce – e mais uns tantos mil vocalistas – assim vai a primeira música inteira. Lá vem “2 Minutes to Midnight”, e todos com total pique para cantá-la do início ao fim. Comigo não podia ser diferente! Os olhos grudados no palco, notando cada movimento feito, cada passo dado, cada frase falada, cada nota feita por aqueles que são quase deuses da música. Que perfeição! Minha vontade era comentar cada uma das canções, mas vou (tentar) resumir. Vem Revelations, e em seguida, The Trooper. Nesta, Bruce retorna ao palco com sua roupinha vermelha de soldado inglês, desfilando a imponente bandeira Britânica em terras brasileiras (bandeira inclusive maior que o próprio Bruce!).
Jato de luz sobre o lado esquerdo do palco, e sob o jato, Adrian Smith, iluminado como um anjo prestes a subir aos céus. E é sob essa luz que ele dedilha, dedo a dedo, lentamente a introdução de “Wasted Years”. A platéia ficou quieta, como alunos observando atentamente a explicação do professor. Alguns batiam palmas. Eu sabia que não ia agüentar. Todos cantam como um coral, e eu, com um nó na garganta, tento acompanhar. Não dá. A emoção vem mais forte e as lágrimas rolam. Eu ali, no meio de um bando de gente desconhecida, chorando feito uma criança. Pelo menos não estava só, pois muitos outros choravam também. E se abraçavam: sobre meus ombros, braços de quem eu jamais vira em minha vida. E nessa espécie de corrente, cantamos toda a canção. Vem “Can I play with Madness?” e aí eu duvido que alguém ali gritou mais do que eu. Mas também não podia gritar muito, pois ainda vinha em seguida “Rime of the ancient Mariner”. Nessa aí eu só prestei atenção mesmo, porque não sei cantar um verso sequer em seus mais de 13 MINUTOS DE DURAÇÃO!
“Powerslave” e “The Number of the Beast” vêm repor a ordem na casa, ou tirá-la, já que nelas a platéia voltou à loucura.
Em seguida, lá está Steve Harris com seu baixo lançando reflexos de luz para todos os lados e para o céu – como Deus segurando relâmpagos nas mãos e lançando-os pelos ares. Ele não está lá à toa: Está introduzindo “Heaven can Wait”, que em seguida será cantada junto com alguns fãs sortudos que sobem ao palco e fazem a maior festa.
A ‘intrometida’ “Fear of the Dark” faz todo mundo cantar junto, enquanto Bruce se aventura pelas armações do palco. Na seqüência “Run to the Hills”, cantada e aplaudida por todos. É claro que não podia faltar ELA! Aquela que, além de pertencer à melhor banda do mundo, carrega ainda, como um estandarte em fronte, seu nome: “Iron Maiden”! Curitiba quase veio abaixo! A energia da banda nessa música é uma coisa de outro mundo! Tocam como se tivessem num transe extra-espiritual, renovados, como se até agora não tivessem gasto uma gota sequer de suor! Eddie entra no palco, apontando sua pistola cibernética para o público, enquanto todos gritam, e pulam, e cantam, e saem de si! Janick é fantástico criando confusão com o gigantesco Eddie, brincadeira essa que faz a platéia rolar de rir! É uma coisa louca (e linda) de se ver! A música acaba barulhenta, com guitarras ao ar, o baixo de Harris parecia que ia explodir, enquanto Bruce diz “I want you, and you, and you...”! Nicko sai de sua bateria, e vem até a frente do palco, ao que a galera enlouquecida grita por seu nome. Alguns felizardos saem contemplados com baquetas, outros com peles de bateria, outros com pulseirinhas de pano, palhetas... Eu com nada! Mas isso não importa. O que importa mesmo é que após o intervalo eles estão de volta, trazendo “Moonchild” na bagagem. Ah, como eu queria ouvir essa música ao vivo... E ouvi! E VI! Em seguida “The Clairvoyant” invade a Pedreira. Mas, agora é hora da música (talvez a mais aguardada) que infelizmente será a última: “Hallowed be thy Name”. Dave faz sua introdução lenta, calma, acompanhado por Nicko, que apenas “trisca” no sei-lá-o-quê da bateria, que mais parece um sino. A banda está novamente ligada nos 220V, num êxtase profundo. Seus cinqüenta e tantos anos (só de carreira mais de trinta) não parecem pesar nada. Janick dança e pula feito criança, Bruce agita o público, fazendo-nos gritar o mais alto possível, Dave e Adrian esmerilham as “guitarras gêmeas”, e Harris debulha seu famoso baixo branco, acompanhando o ritmo frenético de Nicko, que parece não querer mais parar de tocar. A música retoma o ritmo lento. Os últimos acordes abandonam as caixas de som, enquanto Harris mira o baixo pro público e em seguida para o céu. Janick brinca com a guitarra, e Nicko finalmente acaba tudo.. Missão cumprida! A banda finalmente agradece ao público, desejando à todos uma boa noite e deixando gostinho de quero mais. Nicko vem até o microfone e manda um forçado e meio (meio não, MUITO) torto: “Obrigado Curitiba!”. Os gritos de “Maiden, Maiden!” ecoam por toda parte, enquanto a platéia, exausta, deixa o local. Está na minha hora de ir, afinal, na manhã seguinte (hoje, no caso) ainda preciso ter disposição pra enfrentar mais dois vôos de volta pra casa. Cansado. Doído. Sem voz. Mas com o direito, o orgulho e o prazer de hoje poder dizer: Eu estava lá, no show da MELHOR BANDA DO MUNDO!
Iron Maiden 2008, EU FUI!"
Vinícius Veríssimo, 05 de março de 2008.
É isso. Tô muito eufórico hoje.
Amanhã posto mais alguma coisa pra vocês.
Abraços, fiquem bem.
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